dez 22 2011

Ausência justificada em 2011!

Nossa, passei muito tempo sem escrever em meu blog. Que vergonha! Porém, sem dúvida alguma isso ocorreu por ótimos motivos e excelentes trabalhos que me exigiram bastante dedicação.

Em parte isso se deve ao desenvolvimento de minha proposta de tese para ingresso no doutorado da UFRGS, que desenvolvi no final de 2010 e resultou no meu ingresso como aluna efetiva! Então, 2011, como doutoranda, me dediquei ao desenvolvimento da pesquisa e cumprimento de alguns créditos de disciplinas e seminários. Pretendo dividir essas experiências aqui no blog em breve.

Imagem noturna do Palazzo di Baco

Outro importantíssimo projeto que necessitou de enorme envolvimento foi a concepção e execução do Palazzo di Baco,  novo espaço para a realização de eventos em Porto Alegre. A obra possui 800 m² de área construída, cercada por 15 mil m² de área verde. O local é lindo e o paisagismo que envolve a edificação é exuberante. Sem dúvida também tem muito o que falar aqui no blog sobre esse grande empreendimento.


jun 9 2010

Um museu, um livro

Livro sobre a sede da Fundação Iberê Camargo, de Álvaro Siza. Foto: divulgação.

Livro sobre a sede da Fundação Iberê Camargo, de Álvaro Siza. Foto: divulgação.

Já que recentemente falei sobre o projeto da sede da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre, projetada por Álvaro Siza, indico o livro Fundação Iberê Camargo – Álvaro Siza, editado pela Cosac Naify. Além de textos críticos sobre o projeto, o livro também documenta os detalhes intrinsecos à construção.

Aconselho como bibliografia porque  esse projeto coloca Porto Alegre no meio dos debates acerca da arquitetura mundial.


jun 2 2010

Uma capital, um museo

Como moradora da Zona Sul de Porto Alegre, confesso que meu itinerário preferido para chegar em casa é aquele que vem costeando a cidade pela beira do Guaíba. Se esse caminho já era belo por suas paisagens naturais, ficou mais agradável ainda com a implantação da sede da Fundação Iberê Camargo, projetada pelo ilustre arquiteto português Álvaro Siza.

O mais belo acesso à zona sul de Porto Alegre. Foto: divulgação.

O mais belo acesso à zona sul de Porto Alegre. Foto: divulgação.

A construção caracteriza-se como um monumento urbano, tornando-se  um ícone na borda ribeira, e também funcionando como um portal de acesso à região mais agradável e bonita da cidade (em minha opinião bairrista, claro!), justamente onde a cidade abre-se para o rio.

Os porto-alegrenses se dividem nas opiniões quanto ao museu. Alguns gostam, outros acham que é um “bloco branco” incrustado na beira do Guaíba. Muitos reivindicam que o projeto não valorizou a bela paisagem ao seu redor. Será que não?

Acho que não só valorizou, como enquadrou. A paisagem está emoldurada e divide espaço com as obras de arte abrigadas pelo museu.   O rio está emoldurado em um visores ao longo da circulação, o céu está enquadrado entre as rampas de acesso e os raios de sol estão inseridos em rasgos na cobertura.

Paisagem enquadrada. Foto: arquivo pessoal.

Paisagem enquadrada. Foto: arquivo pessoal.

Valorizar o entorno e a paisagem próxima não é sinônimo de abrir o museu com grandes panos de vidro para o exterior. Afinal, a função da edificação é ser um museu, que deve acolher e resguardar obras de arte. Em função disso, a iluminação natural interna é indireta e difusa. A abertura para o exterior é feita nas rampas de circulação.

CIRCULAÇÃO

Entrada de luz natural na rampa de circulação. Foto: arquivo pessoal.

O museu se insere de maneira bastante imponente e respeitosa no contexto urbano. Ao mesmo tempo que se destaca na paisagem, também se “acomoda” na encosta verde em que se implanta. Álvaro Siza, com toda sua sabedoria, sem dúvida, teve consciência de que a paisagem ribeira era sua aliada de projeto e soube, de maneira muito sútil, inseri-la dentro do museu.

Um museu, um monumento. Foto: divulgação.

Um museu, um monumento. Foto: divulgação.


mai 26 2010

Espaços públicos de Barcelona

Semana passada li um artigo sobre paisagens urbanas, em que se colocava como exemplo modélico o caso de Barcelona, cidade que realmente é referência em termos de composição de espaços abertos. Barcelona tem um urbanismo surpreendente tanto pela alta qualidade de seus projetos, quanto pela quantidade de realizações urbanas.

Então, lembrei de um livro muito legal que comprei quando estava lá: Barcelona, un museo de esculturas al aire libre, de Luuis Permanyer e Melba Levick.

O livro retrata uma sucessão de variados espaços públicos ao ar livre espalhados por Barcelona. São  ”ramblas”, praças, jardins, parques e passeios  que caracterizam-se como lugares de lazer, ócio, descanso e contemplação, onde a presença de esculturas é significativa. Neste contexto, esses elementos urbanos consistem em obras de Miró, Botero, Tàpies – homenageando Picasso -, entre outros artistas, que permanecem vivos e presentes no cotidiano da cidade.

Abaixo algumas fotos dessas obras, que estão espalhadas por Barcelona, tornando a cidade ainda mais agradável e convidativa ao uso dos espaços urbanos abertos!

Dona i ocell, a escultura de cimento armado, de Miró, emerge do espelho da água e se imp~e em relação à praça seca, onde se insere.

 

 

 

Dona i ocell, a escultura de cimento armado, de Miró, emerge do espelho da água e se impõe em relação à praça seca, onde se insere.

 

 

 

 

Tornen a obrir la pi

 

 

 

No Parc de la Creueta del Coll, a peça de concreto armado, denominada Elogio del agua, fica suspensa por quatro cabos de aço, quase encostando na água. A proposta é que o próprio reflexo da escultura na lâmina d’água faça parte da obra, completando seu desenho.

 

 

 

Homenatge a Picasso_Tàpies

 

Um grande móvel antigo, envolto em um lençol com frases de Picasso, fechadas em um cubo de vidro, e imersas na água, constituem a homenagem de Antoni Tàpies ao mestre Picasso. O líquido do espelho d’água flui constantemente de cima do vidro, conferindo à obra Homenatge a Picasso dinamismo e vitalidade. O urbanista Oriol Bohigas cuidadosamente determinou o local onde seria colocada essa escultura, com o intuito de que o obra consistisse em um elemento revitalizador do seu entorno, em que o Parc de la Ciudadella e o Born são pontos cruciais.

 Gato de Botero

O enorme Gato gordo (característica recorrente nas obras de Fernando Botero) está situado junto ao Estádio Olímpico, em Montjuic. O Gato de bronze polido mede 7,17 m de comprimento, 2,28 m de largura e 2,16 m de altura. Sua avantajada escala, sem dúvida, gera grande surpresa e o torna  ponto de atração do espaço onde se insere.

 

 

Mies van der Rohe

 

Finalmente, e encerrando com muita classe o passeio pelo museu de esculturas ao ar livre de Barcelona, enfatiza-se a obra de Georg Kolbe, muito bem colocada no espelho da água do Pavilhão de Mies van der Rohe.  A obra é protagonista na composição do espaço aberto, localizado na parte posterior do emblemático pavilhão moderno.

  

 

 


mai 19 2010

Morar em um contêiner?!!!

Achei muito legal a matéria sobre moradias estudantis em contêineres, que li na revista Super Interessante. Fui pesquisar sobre o assunto e descobri que não é só em Amsterdã, mas também na França, que a idéia está sendo adotada.

Vila de contêineres em Amsterdam. Foto: divulgação.

Vila de contêineres em Amsterdã. Foto: divulgação.

 

Os contêineres são empilhados e cada unidade de 2,4 x 12 m constitui uma unidade de habitação. Com pouca largura para tanto comprimento, obviamente, a planta segue uma tipologia linear: sala-cozinha, banheiro e quarto.

Esquema de distribuição interna dos espaços. Foto: divulgação.

Esquema de distribuição interna dos espaços. Foto: divulgação.

Na França, o escritório de arquitetura Olgga Architects desenvolve projetos de moradias estudantis reaproveitando essas caixas de transporte. O conforto é mínimo, mas a rapidez de execução, a flexibilidade de montagem, a otimização dos espaços e o custo de execução são máximos.

Moradias estudantis projetadas pelo escritório Olgga Architects, na França. Foto: divulgação.

Moradias estudantis projetadas pelo escritório Olgga Architects, na França. Foto: divulgação.

Dê uma olhada na reportagem de Caroline D’Essen. Um bom exemplo a ser seguido!